Depois do sucesso comercial do Acústico MTV, Humberto e banda lançam outro disco ao vivo: Novos Horizontes. É um misto de inéditas e regravações de músicas antigas – e de gosto duvidoso. No acústico foram apenas duas inéditas, nesse são nove, metade do disco que conta com uma boa versão de Toda Forma De Poder/Chuva De Containers marcada principalmente pelo baixo e pelo hammond. Vertical que também é uma boa música mantém o disco no topo. O refrão é do tipo que fica na cabeça por dias, e mais uma vez o baixo e o hammond dão vida pra uma das melhore do disco. Guantánamo vem logo em seguida, sem abaixar o nível. Pela demo colocada no site, essa teria tudo pra ser a melhor música do disco. A versão do disco ficou aquém das expectativas, mas não faz feio. Até agora, tudo bem. A quarta música é... A Montanha. Sim, isso mesmo, num disco que busca novos horizontes. Irônico, não? Humberto pega um sucesso amplamente tocado e coloca no disco, afinal alguém precisa pagar o colégio da Clara. Não tem nada de novo, é mais do mesmo. E só começou. Quebra-Cabeça é uma boa faixa, baixo bem presente e Gláucio fazendo bem os backing vocals. No Meio De Tudo Você começa no clima do acústico, gaita e hammond na introdução, outra ótima música e melhor letra das inéditas: “A gente se acostuma a muito pouco / A gente fica achando que é máximo / Se o cara mente, mas tem cara de honesto.” Humberto ainda tem um pouquinho do que escrevia há alguns anos atrás guardado. Não Consigo Odiar Ninguém segue mantendo o bom nível das composições novas, Aranha segue apagado nesse disco, talvez pela ausência do Paulinho, que faz uma falta imensa à banda. Cinza poderia ser excelente, não fosse pela voz ridícula do Maltz acabando com a música numa tentativa de imitar Renato Russo em Perfeição, música da – felizmente – extinta Legião Urbana. Coração Blindado encaixaria perfeitamente no Dançando No Campo Minado, música muito boa e que merecia uma versão totalmente elétrica. Agora começa o sofrimento... A Onda, música muito tocada na turnê do acústico e que veio como uma boa surpresa é completamente assassinada pela voz de adolescente mimadinha da Clara. Nem com seu pai cantando junto dá pra agüentar. Péssima. Parabólica por si só já soaria ridícula num disco com esse nome, pior ainda é colocar a filha pra cantar de novo. Horrível. Faz De Conta levanta a bola de novo, mas o estrago já foi feito. Nem seu clima mais intimista compensa o que foi feito nas duas músicas anteriores. Novos Horizontes entrou pra servir de faixa-título, já que tem menos de dois minutos e não acrescenta nada de novo. É praticamente Humberto no piano e Gláucio na percussão. Faz a ponte pra Alívio Imediato, que já deu o que tinha que dar no 10.000 Destinos. É mais do mesmo. Simples De Coração que também foi muito tocada na turnê do acústico entra no disco e não sofre nenhuma mudança significativa. Peraí, onde estão os novos horizontes? Piano Bar é a próxima. Mais do mesmo, nada de novo – a não ser a menção de Bob Marley. Talvez os novos horizontes tenham sido vislumbrados apenas pelo Humberto numa viagem ao som do melhor reggae jamaicano. Luz ficou boa, mas agitada demais pra letra que tem. Uma versão mais tranqüila seria bem melhor. E a próxima? Qual será a música que fecha o Novos Horizontes? Pra Ser Sincero. A famigerada. A própria. O aborto musical dos Engenheiros fecha o disco que tem proposta vanguardista, mas que soa como caça-níquel desesperado da Humberto Gessinger Band.
Vou pegar o GLM pra escutar. Quero apagar essa imagem ruim da banda.
Um comentário:
Opinião,gosto e cu cada um tem o seu,por isso eu respeito, mas me reservo no direito e não concordar e algumas partes, estamos quites em relação a pra ser sincero e a montanha,preferiria que fosse músicas inéditas, nem que fosse pra ter somente 12 músicas,mas...
Eu não acho que a Clara seja as melhores das cantoras,mas eu gostei dela cantando Parabólica,porém, meu maior ponto de discordância não ficará em nada a respeito de engenheiros, e sim a extinta legião Urbana-INFELIZMENTE- por mais que você não goste Renato Russo é um dos maiores compositores do Brasil, queira você ou não, goste ou não, isso é fato.
Eu estou com saudades de ouvir as músicas em versões elétricas, porém,isso vai ficar difícil, o Humberto não é mais um criança, então, nos resta ter nossas opiniões,criticar da maneira que acharmos melhor,e ouvir o que quiser, ou então, liberdade pra escolher a embalagem é o que nos falta,é meu amigo, o que foi feito não muda, independentemente da sua opinião ou da minha, so nos resta rezar para que o futuro mude!!!
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